Física · Intermediário

Matéria, luz e radioatividade

Conecte átomos, fótons, propriedades dos materiais e transformações nucleares a tecnologias de luz, distinguindo emissão eletrônica de decaimento nuclear.

3 objetivos 1 exemplo resolvido 12 exercícios com resposta Pré-requisitos: 5 aulas para revisar
Ao final da aula

Objetivos de aprendizagem

  • Distinguir mudanças eletrônicas e nucleares.
  • Relacionar frequência de luz à energia do fóton.
  • Calcular frações remanescentes após meias-vidas.

Está difícil? Revise antes: Potências, Raízes e Notação Científica, Logaritmos e Relações Exponenciais, Campo magnético, força e indução, Reflexão, refração e formação de imagens, Gases ideais e leis da termodinâmica

Já domina esses conhecimentos? Continue para o conceito.

Fundamento

Entenda o conceito

Modelos atômicos foram modificados conforme evidências. Dalton descreveu átomos como unidades da matéria; a descoberta do elétron exigiu estrutura interna no modelo de Thomson. Espalhamento de partículas levou ao núcleo pequeno e positivo de Rutherford. Bohr usou níveis de energia discretos para explicar linhas do hidrogênio. O modelo quântico descreve estados e probabilidades, não pequenas órbitas planetárias literais.

A organização microscópica influencia propriedades térmicas, elétricas e magnéticas. Calor específico mede a energia necessária para variar a temperatura, enquanto condutividade mede a facilidade de transferi-la. Elétrons relativamente móveis favorecem condução em metais; semicondutores permitem controlar condutividade por composição e condições externas. Resposta magnética envolve momentos microscópicos e, em ferromagnéticos, domínios. Essas propriedades distintas não devem ser tratadas como uma única capacidade do material.

Ondas eletromagnéticas dispensam meio material. No vácuo, todas têm velocidade c≈3×10⁸ m/s e c=λf. Em frequência crescente, o espectro inclui rádio, micro-ondas, infravermelho, visível, ultravioleta, raios X e gama. Fronteiras entre faixas são convencionais; raios X e gama podem se sobrepor em frequência, distinguindo-se também pela origem. Rádio permite comunicação, infravermelho aparece em sensores térmicos e raios X atravessam tecidos com atenuações diferentes para formar radiografias.

A luz também troca energia em quantidades chamadas fótons, cada um com E=hf. Aumentar frequência aumenta energia por fóton; aumentar intensidade numa frequência fixa aumenta o fluxo de fótons. A potência é energia por tempo e a intensidade física, potência por área. Numa fonte ideal isotrópica, a mesma potência atravessa esferas de área 4πr², então intensidade cai com 1/r².

No efeito fotoelétrico, um fóton pode retirar um elétron do material se hf supera a função trabalho φ. A energia cinética máxima é Kmax=hf−φ. Abaixo da frequência limiar, aumentar intensidade não compensa a insuficiência da energia de cada fóton no modelo usual. Fotocélulas transformam resposta à luz em sinal elétrico; fotodiodos de semicondutores podem operar por mecanismo interno, sem ejetar elétrons para fora do sólido.

Um átomo excitado pode emitir luz ao mudar para estado de menor energia: hf=ΔE. LEDs e telas OLED emitem por processos eletrônicos no material; telas LCD modulam luz de uma iluminação de fundo. A combinação aditiva de subpixels vermelho, verde e azul produz outras cores percebidas. Transmissão, absorção e reflexão dependem da frequência e do material; uma fibra óptica usa guiamento por reflexão interna total em condições adequadas.

Radioatividade é transformação espontânea de núcleos instáveis. Na emissão alfa, o núcleo perde dois prótons e dois nêutrons: A diminui 4 e Z diminui 2. Na beta menos, um nêutron se transforma em próton com emissão de elétron e antineutrino: A não muda e Z aumenta 1. Na emissão gama, o núcleo perde energia sem mudar A nem Z. Elétron beta não é simplesmente um elétron da eletrosfera arrancado.

Meia-vida é o tempo para a quantidade média de núcleos ainda não transformados cair à metade. Após n meias-vidas, N=N₀/2ⁿ. A atividade é a taxa de decaimentos, medida em becquerels (1 decaimento por segundo), e também diminui com a mesma fração no modelo de um único radionuclídeo sem reposição. Isso descreve uma população estatística, não o instante certo de decaimento de um átomo particular.

Fissão divide um núcleo pesado; fusão une núcleos leves. A energia liberada depende da diferença entre energias de ligação e pode ser contabilizada por ΔE=Δmc². Conservam-se carga elétrica e outras quantidades fundamentais, contabilizando todas as partículas. A massa de repouso total dos produtos pode ser menor porque a diferença aparece como energia liberada; não se cria energia do nada.

A hipótese de Planck introduziu trocas discretas de energia associadas à frequência: quantidades hf, com h a constante de Planck. O fóton é uma unidade de energia hf da luz; aumentar a intensidade a frequência fixa aumenta o fluxo de fótons, não a energia de cada um. Uma fotocélula pode usar emissão de elétrons para gerar sinal: acima do limiar, mais fótons podem aumentar a corrente; a energia cinética máxima depende da frequência e da função trabalho, não apenas da intensidade.

No modelo de Bohr para hidrogênio, os estados ligados têm En=−13,6/n² eV, n inteiro positivo. A energia zero corresponde ao elétron livre em repouso infinitamente distante; valores negativos indicam ligação. Uma transição para n menor emite fóton de energia Ei−Ef>0; para n maior exige absorção. Ionizar a partir de n pede 13,6/n² eV. O modelo explica níveis do hidrogênio, mas não fornece uma descrição geral de todos os átomos nem torna órbitas clássicas a interpretação atual dos estados quânticos.

Interferência e difração revelam comportamento ondulatório da luz; emissão e detecção de energia em fótons revelam seu caráter quântico. Não são duas substâncias que a luz escolhe ser. De Broglie estendeu a relação onda-partícula à matéria: λ=h/p, com p o módulo do momento. Para uma partícula material lenta, p≈mv; em regime relativístico use o momento apropriado. Comprimento de onda não é o diâmetro de uma bolinha e o fóton não tem massa de repouso hf/c².

O princípio de Heisenberg limita dispersões de posição e momento do mesmo eixo em um estado: ΔxΔpx≥ℏ/2=h/(4π). Aqui Δ indica desvio padrão estatístico, não simples erro da régua ou mudança final menos inicial. Preparar um estado mais localizado exige maior dispersão de momento. Não é apenas falta de instrumentos melhores. Conhecendo Δx, obtemos um limite inferior para Δpx, e não uma afirmação de que toda partícula tem exatamente aquele momento.

Fóton
Quantum de energia de radiação eletromagnética.
Número atômico Z
Quantidade de prótons do núcleo.
Número de massa A
Quantidade de prótons mais nêutrons.
Meia-vida
Tempo característico para reduzir pela metade a população média não decaída.
Relações e variáveis

Fórmulas explicadas

E=hf

Relaciona energia de cada fóton à frequência.

Quando usar: Energia por fóton, não energia total de um feixe.

Cuidado: Intensidade e frequência não são intercambiáveis.

h
constante de Planck Unidade: J·s
f
frequência Unidade: Hz
N=N₀(1/2)^(t/T½)

Descreve a população média de núcleos não transformados.

Quando usar: Um radionuclídeo, sem produção ou reposição durante o intervalo.

Cuidado: Depois de duas meias-vidas resta um quarto, não zero.

N₀
população inicial
t
tempo
T½
meia-vida na mesma unidade de t
Do enunciado à interpretação

Exemplo resolvido passo a passo

Exemplo resolvido

Metades sucessivas

Enunciado

Uma amostra contém inicialmente 8000 núcleos de certo radionuclídeo. Qual a população média não transformada após 3 meias-vidas?

Dados
  • N₀=8000
  • n=3
Fórmula
N=N₀/2ⁿ
Substituição
8000/8

Resolução

  1. Após uma meia-vida, 4000.
  2. Depois, 2000 e finalmente 1000.

Resultado: 1000 núcleos em média.

Interpretação: A previsão é estatística; não identifica quais núcleos decaíram.

Pratique · Tente antes de abrir a solução

Exercícios com solução

Tente resolver sem consultar a resposta; uma estimativa inicial ajuda a perceber sinal, unidade e ordem de grandeza.

Exercício 1

Após 20 dias, transcorreram quatro meias-vidas de uma substância. Se havia 48 mg do radionuclídeo, quanto dele resta?

Ver solução passo a passo

Solução passo a passo

  1. Cada meia-vida dura 5 dias.
  2. 48→24→12→6→3 mg.

Resposta: 3 mg do radionuclídeo original.

Exercício 2

Use h=6,6×10⁻³⁴ J·s e f=5×10¹⁴ Hz para calcular a energia de um fóton.

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Solução passo a passo

  1. E=33×10⁻²⁰ J.
  2. Normalizando: 3,3×10⁻¹⁹ J.

Resposta: 3,3×10⁻¹⁹ J.

Exercício 3 · Exercício independente

Adote h=4×10⁻¹⁵ eV·s e função trabalho 2 eV. Luz de frequência 8×10¹⁴ Hz incide no material. Determine energia do fóton, energia cinética máxima e frequência limiar. Dobrar intensidade muda Kmax?

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Solução passo a passo

  1. E=hf=3,2 eV; Kmax=3,2−2=1,2 eV.
  2. No limiar hf₀=2, então f₀=5×10¹⁴ Hz.
  3. Dobrar a intensidade na mesma frequência não altera Kmax; pode aumentar a corrente fotoelétrica sob condições adequadas. Abaixo do limiar, intensidade maior não compensa fótons sem energia suficiente.

Resposta: 3,2 eV; 1,2 eV; 5×10¹⁴ Hz; Kmax não muda só por dobrar intensidade.

Para conferir seu raciocínio: Mais fótons por segundo não tornam cada fóton mais energético.

Exercício 4 · Exercício independente

Um núcleo com A=218 e Z=84 emite uma partícula alfa, depois beta menos e finalmente um fóton gama. Quais são A e Z finais?

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Solução passo a passo

  1. Alfa retira dois prótons e dois nêutrons: A=214 e Z=82.
  2. Beta menos converte nêutron em próton: A=214 e Z=83; elétron e antineutrino também são emitidos.
  3. Gama retira energia, sem alterar A ou Z. Para conservar carga no balanço global, conte também as partículas emitidas.

Resposta: A=214 e Z=83.

Para conferir seu raciocínio: Na beta menos o núcleon muda de tipo, mas o número de núcleons permanece igual.

Exercício 5 · Aplicação conceitual

Compare uma tela OLED, uma LCD e uma radiografia: quais emitem luz própria nos pixels, modulam luz de fundo e usam atenuação diferente nos materiais? Um material bom condutor térmico é necessariamente ferromagnético?

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Solução passo a passo

  1. OLED emite luz por processos eletrônicos; LCD modula iluminação de fundo; radiografia utiliza diferenças de atenuação dos raios X.
  2. Raios X têm frequência e energia por fóton maiores que luz visível típica. Transições entre níveis atômicos podem emitir fótons; níveis discretos superam a descrição clássica de elétrons em órbitas planetárias literais.
  3. Condutividade térmica, elétrica e resposta magnética são propriedades distintas; conduzir calor não implica domínios ferromagnéticos. Selecionar um material exige escolher a propriedade adequada.

Resposta: OLED emite; LCD modula; radiografia usa atenuação; boa condução térmica não implica ferromagnetismo.

Para conferir seu raciocínio: Agrupar condutividade e magnetismo como uma só capacidade impede comparar materiais corretamente.

Exercício 6 · Aplicação conceitual

Associe três evidências à mudança de modelo: elétrons internos ao átomo; raros grandes desvios no espalhamento com a maioria atravessando a lâmina; linhas luminosas discretas do hidrogênio. O modelo de Rutherford sozinho explica as linhas?

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Solução passo a passo

  1. O elétron mostra estrutura interna, contrariando a indivisibilidade de Dalton e motivando Thomson. Grandes desvios raros indicam carga positiva e massa concentradas num núcleo pequeno: Rutherford.
  2. Linhas discretas indicam diferenças de energia específicas; níveis de Bohr explicam o espectro do hidrogênio. Rutherford clássico sozinho não quantiza essas energias nem garante estabilidade eletrônica.
  3. O modelo quântico substitui órbitas literais por estados e probabilidades. Não é preciso calcular funções de onda para interpretar essas evidências.

Resposta: Elétron → estrutura interna; espalhamento → núcleo; linhas → níveis discretos. Rutherford sozinho não explica as linhas.

Para conferir seu raciocínio: Cada modelo responde a evidências específicas; núcleo não basta para explicar energia quantizada.

Exercício 7 · Exercício independente

Em uma tabela idealizada, A tem alta condutividade térmica/elétrica e resposta diamagnética; B tem baixa condutividade térmica/elétrica; C tem resposta ferromagnética forte. Escolha material para fio condutor, cabo que isola o calor e núcleo de eletroímã. Corpos A e B de 0,2 kg têm cA=400 e cB=1.000 J/(kg·K): qual aquece mais ao receber 800 J cada, sem perdas ou mudança de fase?

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Solução passo a passo

  1. Fio: A; cabo isolante térmico: B; núcleo: C. Alta condutividade elétrica de A não exige ferromagnetismo.
  2. ΔTA=800/(0,2×400)=10 K; ΔTB=800/(0,2×1.000)=4 K. A aquece mais porque sua capacidade calorífica é menor, não porque conduz melhor.
  3. Condutividade descreve transferência; calor específico descreve energia por massa e variação térmica. A tabela fornece as propriedades necessárias, sem exigir decorar marcas ou ligas.

Resposta: Fio A; cabo B; núcleo C; aumentos 10 K e 4 K.

Para conferir seu raciocínio: Facilidade de transferir calor não determina sozinha quanto a temperatura sobe ao receber energia.

Exercício 8 · Aplicação integrada

Uma fonte pontual ideal emite isotropicamente 16π W. Sem absorção no trajeto, calcule intensidade a 2 m e a 4 m. Um pequeno detector normal aos raios, de 0,01 m², está a 2 m atrás de uma janela que transmite 60% da potência incidente, reflete 10% e absorve o restante. Qual potência chega ao detector e quanto ele recebe em 10 s? A frequência muda só por atenuação na janela estacionária?

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Solução passo a passo

  1. I=P/(4πr²): a 2 m, 1 W/m²; a 4 m, 0,25 W/m². Dobrar distância divide intensidade por quatro; a potência total da fonte permanece 16π W.
  2. Sobre a área do detector incidiriam 0,01 W sem a janela; transmitidos 0,006 W. Em 10 s: 0,06 J. A janela absorve 30% e reflete 10%.
  3. Na transmissão linear considerada, a atenuação reduz o fluxo de fótons, não a frequência de cada fóton. Frações de transmissão dependem de material e frequência; conservação exige somarem 100% com reflexão e absorção.

Resposta: 1 e 0,25 W/m²; 0,006 W; 0,06 J; frequência preservada.

Para conferir seu raciocínio: A área iluminada cresce com r²; usar 1/r superestima a intensidade distante.

Exercício 9 · Prática independente

No hidrogênio de Bohr, use En=−13,6/n² eV. Um elétron passa de n=4 para n=2. Qual a energia do fóton? Quanto seria necessário para ionizar a partir de n=2?

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Solução passo a passo

  1. E4=−0,85 eV e E2=−3,4 eV.
  2. Emissão: −0,85−(−3,4)=2,55 eV.
  3. Ionização desde n=2: 0−(−3,4)=3,4 eV.

Resposta: Fóton 2,55 eV; ionização 3,4 eV.

Exercício 10 · Prática independente

Uma partícula não relativística de massa 2×10⁻²⁷ kg move-se a 3×10⁵ m/s. Use h=6,6×10⁻³⁴ J·s. Determine seu comprimento de onda de de Broglie.

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Solução passo a passo

  1. p=mv=6×10⁻²² kg·m/s.
  2. λ=h/p=1,1×10⁻¹² m.
  3. Dobrar a rapidez nesse regime reduz λ à metade.

Resposta: 1,1×10⁻¹² m.

Exercício 11 · Aplicação em nível de prova

Um estado tem Δx=2×10⁻¹⁰ m. Use ℏ=1,04×10⁻³⁴ J·s. Qual o menor Δpx permitido? O princípio diz que o momento médio tem esse valor?

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Solução passo a passo

  1. Δpx≥ℏ/(2Δx)=1,04×10⁻³⁴/(4×10⁻¹⁰).
  2. Δpx≥2,6×10⁻²⁵ kg·m/s.
  3. Nada nessa conta fixa o momento médio; a igualdade é apenas o menor valor compatível com a relação.

Resposta: Δpx≥2,6×10⁻²⁵ kg·m/s; não fixa a média.

Exercício 12 · Checagem conceitual

Numa fotocélula por emissão, luz acima do limiar tem frequência fixa e intensidade duplicada. No modelo ideal sem saturação, o que muda: fluxo de fótons, corrente ou energia cinética máxima? Que fenômeno evidencia comportamento ondulatório?

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Solução passo a passo

  1. Fluxo de fótons dobra; sob eficiência constante e sem saturação, a corrente pode dobrar.
  2. Kmax=hf−φ permanece igual.
  3. Interferência ou difração evidencia o comportamento ondulatório; emissão explica a transferência em quanta.

Resposta: Fluxo e corrente ideal dobram; Kmax não muda; interferência/difração.

Resumo da aula

Você aprendeu

  • Mudanças eletrônicas e nucleares são processos diferentes.
  • Frequência determina energia por fóton.
  • Meia-vida descreve a redução estatística da população não transformada.
Revisão editorial

Fontes e atualização

Conteúdo revisado em 12/10/2026.