Física · Intermediário

Reflexão, refração e formação de imagens

Acompanhe raios de luz em espelhos e lentes, use uma convenção de sinais explícita e relacione posição, tamanho e natureza das imagens à visão e a instrumentos.

3 objetivos 1 exemplo resolvido 12 exercícios com resposta Pré-requisitos: 3 aulas para revisar
Ao final da aula

Objetivos de aprendizagem

  • Aplicar reflexão e Snell medindo ângulos pela normal.
  • Construir imagens por raios principais.
  • Usar equação de Gauss e ampliação com sinais.

Está difícil? Revise antes: Semelhança e relações na geometria plana, Ângulos e razões trigonométricas, Ondas, Frequência e Período

Já domina esses conhecimentos? Continue para o conceito.

Fundamento

Entenda o conceito

A óptica geométrica representa luz por raios e é adequada quando objetos e aberturas são muito maiores que o comprimento de onda. Em meio homogêneo e transparente, raios seguem retas; podem cruzar-se sem alterar o percurso e o caminho óptico é reversível nas condições usuais. Uma fonte primária emite luz e uma secundária a espalha; fonte puntiforme e extensa são modelos dependentes da escala observada.

Meio transparente permite formação de imagem nítida através dele; translúcido transmite com espalhamento; opaco não transmite significativamente. Uma fonte puntiforme e um obstáculo opaco formam sombra bem definida; fonte extensa pode produzir também penumbra, onde só parte da fonte é visível. Desenhe os raios extremos para encontrar as regiões.

Na reflexão, raio incidente, normal e refletido ficam no mesmo plano, e ângulo de incidência iguala o de reflexão. Ambos se medem pela normal, não pela superfície. Espelho plano produz imagem virtual, direita e do mesmo tamanho, à mesma distância atrás do espelho que o objeto está à frente. Virtual significa encontro de prolongamentos, não encontro físico de raios; essa imagem não pode ser projetada diretamente num anteparo.

O índice n=c/v compara a velocidade da luz no vácuo com a do meio. Na refração, n₁sen i=n₂sen r. Ao entrar num meio de maior índice, o raio se aproxima da normal, salvo incidência normal que não desvia. A frequência permanece constante e λ diminui com a velocidade. Reflexão total exige passagem de maior para menor índice e incidência maior que o ângulo limite, dado por sen L=n₂/n₁.

Uma lâmina de faces paralelas no mesmo meio externo faz o raio emergir paralelo ao incidente, com deslocamento lateral. Um prisma tem faces não paralelas e pode desviar a direção; índices diferentes para cores diferentes explicam dispersão. Não se deve confundir dispersão de cores com difração em uma abertura.

Espelhos esféricos côncavos convergem raios próximos ao eixo para foco real; convexos têm foco virtual. No regime paraxial, f=R/2 em módulo. Lentes delgadas convergentes concentram raios paralelos num foco; divergentes fazem os prolongamentos passarem pelo foco de entrada. O efeito depende do índice relativo ao meio: a forma sozinha não determina sempre convergência.

Adotaremos a convenção real-positivo: objeto real tem p>0; imagem real, p′>0; foco real de elemento convergente, f>0. Imagens e focos virtuais têm sinais negativos. Vale 1/f=1/p+1/p′ e ampliação A=h′/h=−p′/p. A negativo indica imagem invertida; |A|>1 indica aumento. Se p=f, os raios emergem paralelos e não há imagem a distância finita.

Para construir uma imagem em lente convergente, trace um raio paralelo ao eixo que sai passando pelo foco e outro pelo centro óptico que, no modelo delgado, segue sem desvio. O encontro é a imagem real; se os raios divergem, encontre seus prolongamentos para a imagem virtual. Em espelho côncavo, o raio paralelo reflete pelo foco e o que passa pelo centro de curvatura retorna pelo mesmo caminho.

Com objeto além de 2f numa lente convergente, a imagem é real, invertida e menor; em 2f, mesmo tamanho; entre f e 2f, maior; entre lente e f, virtual, direita e maior. Uma lente divergente com objeto real produz imagem virtual, direita e menor. A lupa usa a situação virtual aumentada; a câmera forma imagem real no sensor; microscópios e telescópios combinam elementos em etapas.

No olho, a imagem se forma na retina por um sistema convergente; acomodação modifica o foco. Miopia foca objetos distantes antes da retina e é corrigida por lente divergente; hipermetropia tende a focar atrás e usa convergente; presbiopia reduz a acomodação; astigmatismo envolve potências diferentes conforme a direção. Vergência de lente é 1/f com f em metros, em dioptrias. Esses são modelos ópticos escolares, não determinação de receita individual.

Para uma lâmina de espessura e, medida perpendicularmente às faces, desenhe a normal em cada face. O raio interno faz ângulo r com essas normais e percorre e/cos r dentro do vidro. A distância perpendicular entre a direção original prolongada e o raio emergente é d=e sen(i−r)/cos r, com i o ângulo de entrada. Não é a distância medida sobre a face. Em incidência normal i=r=0, d=0; faces paralelas no mesmo meio externo recuperam a direção inicial, mesmo quando d não é zero.

Na seção de um prisma, A é o ângulo entre as faces refratoras. Os ângulos internos com as normais obedecem r₁+r₂=A; os ângulos externos são i na entrada e i′ na saída. Somando as duas mudanças de direção, o desvio é δ=(i−r₁)+(i′−r₂)=i+i′−A. Aplique Snell separadamente em cada face. Se o seno calculado para saída exceder 1, ocorre reflexão interna total e não esse raio emergente. Exemplo simétrico: A=60°, n=√2 no ar, r₁=r₂=30° dá i=i′=45° e δ=30°. Não use a fórmula de desvio de prisma para uma lâmina paralela.

Instrumentos com duas lentes formam imagens em etapas. Num microscópio composto ideal, a objetiva convergente recebe objeto pouco além do foco e forma imagem intermediária real, invertida e aumentada. Essa imagem passa a ser objeto da ocular, que funciona como lupa se ela ficar dentro de seu foco. Calcule primeiro p′ da objetiva; a distância da imagem intermediária à ocular determina o segundo p. A ampliação transversal total é o produto das ampliações das etapas quando ambas são calculadas para imagens a distâncias finitas.

Num telescópio refrator astronômico ideal em ajuste afocal, a objetiva forma a imagem de um objeto muito distante no seu plano focal. Esse plano coincide com o plano focal de entrada da ocular, que faz emergir raios paralelos. A separação é fobj+foc; a ampliação angular é −fobj/foc para duas lentes convergentes. O sinal indica inversão. Ampliação angular compara ângulos de visão, não o tamanho físico de uma imagem no infinito. Uma câmera, por sua vez, registra imagem real no sensor, sem exigir ocular.

O olho precisa formar uma imagem sobre a retina. Na miopia, raios de um objeto distante focam antes dela no olho sem acomodação; uma lente divergente reduz a convergência antes da entrada no olho. Na hipermetropia, o foco correspondente ficaria depois da retina; uma lente convergente auxilia a convergência. Presbiopia é a redução da capacidade de acomodar para perto: uma lente convergente pode auxiliar a leitura. Astigmatismo envolve potências diferentes conforme o meridiano óptico, sem um único foco para todos; a correção usa componentes cilíndricas ou tóricas, não apenas uma lente esférica igual em todas as direções.

No modelo de lente fina próxima do olho, a lente corretora cria uma imagem virtual que o olho consegue ver. Vergência C=1/f é medida em dioptrias (m⁻¹), usando f em metros: positiva para convergente, negativa para divergente. Miopia com ponto remoto a 2 m: para objeto no infinito, a lente deve dar p′=−2 m; como 1/p≈0, f=−2 m e C=−0,5 D. A imagem é virtual e fica do lado do objeto.

Para leitura a 25 cm por um olho cujo ponto próximo está a 50 cm, use p=0,25 m e p′=−0,50 m. Pela relação 1/f=1/p+1/p′, C=4−2=+2 D. Esse cálculo idealizado pode representar uma limitação para perto por hipermetropia ou presbiopia; só a distância de leitura não distingue as causas. Distância entre lente e olho e características individuais foram desprezadas: o exercício não fornece prescrição clínica.

Dica: desenhe onde a imagem precisa aparecer antes de usar sinais. Como pensar: escolha objeto e imagem pretendida, converta centímetros para metros, atribua o sinal virtual, calcule a vergência e confira se convergente/divergente combina com o defeito. A geometria dos raios orienta a álgebra; astigmatismo exige considerar direções, além desse modelo esférico.

Imagem real
Formada pelo encontro efetivo dos raios.
Imagem virtual
Localizada pelo encontro dos prolongamentos.
Normal
Reta perpendicular à superfície no ponto de incidência.
Lente com objeto à esquerda e imagem invertida menor à direita, localizada por dois raios.
Dois raios determinam a imagem real na lente convergente. Com objeto a 30 cm e foco de 10 cm, os raios se encontram a 15 cm, abaixo do eixo: imagem invertida de metade da altura.
Lâmina com incidência 45°, refração 30°, saída 45° e prolongamento incidente tracejado para comparar as retas paralelas.
Uma lâmina muda a posição lateral do raio e recupera sua direção ao sair. As faces e normais são paralelas. No exercício, entrada e saída fazem 45° com a normal; no interior, 30°. O prolongamento tracejado do incidente não coincide com a saída. A distância perpendicular entre ambos é cerca de 1,55 cm.
Relações e variáveis

Fórmulas explicadas

1/f=1/p+1/p′; A=−p′/p

Relaciona foco, distâncias e tamanho da imagem.

Quando usar: Espelhos esféricos paraxiais ou lentes delgadas; convenção real-positivo.

Cuidado: Não misture sinais de outra convenção sem reescrever as equações.

f
distância focal
p,p′
distâncias de objeto e imagem
A
ampliação
n₁ sen i=n₂ sen r

Relaciona as direções na refração.

Quando usar: Interface entre meios isotrópicos; incidência e refração no mesmo plano.

Cuidado: Medir ângulo com a superfície troca seno por cosseno indevidamente.

n₁,n₂
índices
i,r
ângulos com a normal
Do enunciado à interpretação

Exemplo resolvido passo a passo

Exemplo resolvido

Imagem além do foco

Enunciado

Uma lente delgada convergente tem f=10 cm e objeto real a 30 cm. Ache posição e ampliação.

Dados
  • f=+10 cm
  • p=+30 cm
Fórmula
1/p′=1/f−1/p
Substituição
1/p′=1/10−1/30=1/15

Resolução

  1. p′=15 cm, positivo: imagem real.
  2. A=−15/30=−0,5: invertida e com metade da altura.

Resultado: Imagem a 15 cm; A=−0,5.

Interpretação: Objeto além de 2f produz imagem entre f e 2f.

Pratique · Tente antes de abrir a solução

Exercícios com solução

Tente resolver sem consultar a resposta; uma estimativa inicial ajuda a perceber sinal, unidade e ordem de grandeza.

Exercício 1

Na mesma lente f=10 cm, coloque o objeto a 5 cm. Determine imagem e ampliação.

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Solução passo a passo

  1. 1/p′=1/10−1/5=−1/10, portanto p′=−10 cm.
  2. A=−(−10)/5=2: imagem virtual, direita e duas vezes maior.

Resposta: p′=−10 cm; A=2.

Exercício 2 · Checagem conceitual

Um raio faz 25° com a superfície de um espelho plano. Qual é o ângulo de reflexão medido pela normal? Uma lâmpada extensa atrás de um obstáculo opaco produz apenas sombra perfeitamente delimitada?

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Solução passo a passo

  1. Incidência com a normal: 90°−25°=65°. A reflexão mede os mesmos 65° e ocorre no plano de incidência.
  2. Uma fonte extensa pode produzir sombra total e penumbra onde apenas parte da fonte fica visível. Luz se propaga em linha reta no meio homogêneo; não é necessário supor que o obstáculo transmita luz.
  3. A lâmpada emite luz; uma parede iluminada é fonte secundária. No espelho plano a imagem é virtual, direita, de mesmo tamanho e à mesma distância atrás do plano.

Resposta: 65°; fonte extensa pode formar penumbra.

Para conferir seu raciocínio: Usar 25° como incidência confunde a superfície com a normal usada na lei.

Exercício 3 · Exercício independente

Um espelho côncavo paraxial tem raio de curvatura 24 cm. Um objeto real está a 36 cm. Determine a posição e a ampliação da imagem.

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Solução passo a passo

  1. f=12 cm. 1/p′=1/12−1/36=1/18, então p′=18 cm.
  2. A=−18/36=−1/2: imagem real, invertida e de metade do tamanho.
  3. Objeto além de 2f dá imagem entre f e 2f, como os valores 12<18<24 confirmam.

Resposta: p′=18 cm; A=−1/2; real, invertida e menor.

Para conferir seu raciocínio: Tomar f=24 cm usa o raio de curvatura no lugar da distância focal.

Exercício 4 · Aplicação integrada

Um raio passa do ar (n=1) ao vidro (n=1,5) com sen i=0,6. Calcule sen r. Se atravessar uma lâmina de faces paralelas e voltar ao ar, como sai? Um prisma garante a mesma direção final?

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Solução passo a passo

  1. 1×0,6=1,5 sen r: sen r=0,4. O ângulo diminui e o raio se aproxima da normal.
  2. Na lâmina, a segunda normal é paralela à primeira: ao sair para o ar, recupera a direção, mas com deslocamento lateral para incidência oblíqua.
  3. No prisma as normais diferem, portanto em geral há desvio angular. Dispersão ocorre quando o índice depende da cor. A frequência não muda ao atravessar a interface.

Resposta: sen r=0,4; saída paralela na lâmina; o prisma pode desviar a direção.

Para conferir seu raciocínio: Multiplicar seno pelo índice maior produziria afastamento da normal no caso em que deve haver aproximação.

Exercício 5 · Aplicação conceitual

Uma lupa convergente forma imagem virtual aumentada quando o objeto fica dentro ou fora da distância focal? Para um olho míope, a lente corretiva do modelo escolar deve ser convergente ou divergente?

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Solução passo a passo

  1. A lupa exige objeto entre lente e foco: os prolongamentos dos raios dão imagem virtual, direita e maior. Câmera usa imagem real projetada no sensor.
  2. No míope, raios de objeto distante convergem antes da retina; lente divergente reduz a convergência do conjunto. Hipermetropia usa convergente no modelo escolar.
  3. Isso é interpretação de um modelo óptico, não uma receita de lente para uma pessoa.

Resposta: Dentro da distância focal; divergente para miopia.

Para conferir seu raciocínio: Imagem virtual pode ser aumentada; o tamanho depende da posição do objeto e do elemento óptico.

Exercício 6 · Exercício guiado

Uma lâmina transparente de faces paralelas, espessura 3√3 cm e índice √2, está no ar. Um raio entra a 45° com a normal. Calcule o ângulo interno, o ângulo de saída e o deslocamento lateral perpendicular entre os raios incidentes prolongado e emergente. Use sen15°=(√6−√2)/4.

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Solução passo a passo

  1. Snell: sen r=sen45°/√2=1/2, r=30°. Na saída, sen i′=√2 sen30°=√2/2: i′=45°.
  2. Trecho interno e/cos r=3√3/(√3/2)=6 cm. Deslocamento d=6 sen15°=3(√6−√2)/2 cm, cerca de 1,55 cm.
  3. Os raios têm a mesma direção, mas não a mesma reta. Não confunda esse d com a separação medida ao longo da face.

Resposta: 30°, 45°; d=3(√6−√2)/2 cm ≈1,55 cm.

Para conferir seu raciocínio: Saída paralela não significa deslocamento lateral nulo.

Exercício 7 · Exercício independente

Um prisma no ar tem ângulo A=60° e índice √3 para uma luz monocromática. O raio segue caminho simétrico r₁=r₂. Determine incidência, emergência e desvio. Há reflexão interna total na segunda face?

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Solução passo a passo

  1. r₁=r₂=30°. Na entrada, sen i=√3 sen30°=√3/2: i=60°. Por simetria e Snell, i′=60°.
  2. δ=i+i′−A=60°. Na saída o seno exigido é √3/2<1, logo existe raio refratado e não há reflexão total.
  3. A geometria das faces soma dois desvios de 30°. O índice é dado para uma cor; outras cores podem ter outro desvio.

Resposta: i=i′=60°; desvio 60°; sem reflexão total.

Para conferir seu raciocínio: Faces não paralelas não restituem em geral a direção inicial como uma lâmina.

Exercício 8 · Aplicação em nível de prova

Duas lentes convergentes estão separadas por 15 cm. A primeira tem f=2 cm e objeto a 3 cm à esquerda; a segunda, f=10 cm. Determine as duas imagens e a ampliação total.

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Solução passo a passo

  1. Primeira: 1/p′=1/2−1/3=1/6; p′=6 cm e A₁=−2.
  2. Para segunda, p=15−6=9 cm; 1/p′=1/10−1/9=−1/90; p′=−90 cm e A₂=10.
  3. Produto A=−20; imagem final virtual em relação à ocular, invertida em relação ao objeto original.

Resposta: Primeira a 6 cm; segunda a −90 cm; ampliação total −20.

Exercício 9 · Prática independente

Um telescópio ideal tem objetiva f=80 cm e ocular f=4 cm, ambas convergentes, em ajuste afocal. Determine a separação e a ampliação angular.

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Solução passo a passo

  1. O plano focal da objetiva coincide com o da ocular: separação 84 cm.
  2. Ampliação angular −80/4=−20.
  3. O módulo 20 indica ângulo aparente vinte vezes maior; o sinal negativo indica inversão.

Resposta: 84 cm; ampliação angular −20.

Exercício 10 · Prática guiada

Associe: foco antes da retina para longe; foco depois da retina sem acomodação; redução da acomodação com a idade; potências distintas entre meridianos. Indique o recurso óptico idealizado correspondente.

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Solução passo a passo

  1. Antes: miopia, lente divergente. Depois: hipermetropia, convergente.
  2. Acomodação reduzida: presbiopia, convergente para perto.
  3. Meridianos distintos: astigmatismo, componente cilíndrica/tórica.

Resposta: Miopia/divergente; hipermetropia/convergente; presbiopia/convergente para perto; astigmatismo/cilíndrica ou tórica.

Exercício 11 · Prática independente

No modelo de lente junto ao olho, o ponto remoto de um olho míope fica a 80 cm. Qual vergência permite ver um objeto no infinito?

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Solução passo a passo

  1. p tende ao infinito e p′=−0,80 m.
  2. C=0+1/(−0,80)=−1,25 D.
  3. O sinal negativo indica lente divergente, coerente com a miopia.

Resposta: −1,25 D.

Exercício 12 · Prática de nível de prova

Um olho com acomodação reduzida só focaliza objetos a partir de 1 m. No modelo de lente junto ao olho, que vergência permite ler a 25 cm? Qual o aumento transversal da imagem virtual criada pela lente?

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Solução passo a passo

  1. p=0,25 m e p′=−1 m.
  2. C=1/0,25−1=+3 D; f=1/3 m.
  3. A=−p′/p=4: imagem virtual direita e ampliada quatro vezes.

Resposta: +3 D; aumento +4.

Resumo da aula

Você aprendeu

  • Ângulos ópticos são medidos pela normal.
  • Imagem real reúne raios; virtual reúne prolongamentos.
  • Sinais numéricos devem concordar com o diagrama.
Revisão editorial

Fontes e atualização

Conteúdo revisado em 16/10/2026.