Matemática · Intermediário

Áreas, diagonais e volumes de sólidos

Distinga superfície e capacidade em prismas, pirâmides, cilindros, cones e esferas, usando planificações e cortes para entender as fórmulas.

3 objetivos 1 exemplo resolvido 15 exercícios com resposta Pré-requisitos: 3 aulas para revisar
Ao final da aula

Objetivos de aprendizagem

  • Identificar faces, arestas e vértices.
  • Calcular áreas sem confundir altura e geratriz.
  • Relacionar volumes de sólidos de mesma base e altura.

Está difícil? Revise antes: Volume Geométrico, Teorema de Pitágoras, Semelhança e relações na geometria plana

Já domina esses conhecimentos? Continue para o conceito.

Fundamento

Entenda o conceito

Um poliedro é limitado por faces poligonais planas; encontros de faces são arestas e encontros de arestas são vértices. Para poliedros convexos, V−E+F=2. Num cubo, 8−12+6=2. A letra V nessa relação conta vértices; nas fórmulas de capacidade, V representará volume. Cilindros, cones e esferas possuem superfícies curvas e não são poliedros.

Um prisma tem duas bases poligonais congruentes e paralelas e faces laterais em paralelogramos. No prisma reto, as arestas laterais são perpendiculares às bases. Seu volume é área da base vezes altura perpendicular, B·h, inclusive no prisma oblíquo. No reto, abrir as faces laterais dá retângulos: área lateral=perímetro da base×h e área total=área lateral+2B.

O paralelepípedo retângulo de arestas a,b,c tem área total 2(ab+ac+bc). Sua diagonal espacial vem de duas aplicações de Pitágoras: primeiro √(a²+b²) numa face, depois d=√(a²+b²+c²). Num cubo de lado a, d=a√3 e a área total é 6a².

Uma pirâmide tem uma base poligonal e faces laterais triangulares reunidas num vértice. Seu volume é Bh/3: um terço de um prisma de mesma base e altura. Para área lateral, some áreas dos triângulos. Na pirâmide regular, esses triângulos têm a mesma altura inclinada g (apótema lateral), então área lateral=perímetro da base×g/2. g difere da altura vertical h.

No cilindro circular reto, a superfície lateral aberta é um retângulo de lados 2πr e h. Portanto área lateral=2πrh, área total=2πrh+2πr² e volume=πr²h. A unidade quadrada da área mede material para revestir; a cúbica do volume mede espaço ocupado.

O cone circular reto tem volume πr²h/3. Sua geratriz g liga o vértice à borda da base, e g²=r²+h². A superfície lateral se abre num setor de raio g cujo arco mede 2πr; daí sua área é πrg, e a total é πrg+πr². Trocar g por h na área lateral encurta incorretamente a superfície inclinada.

A esfera é o conjunto da superfície a distância r do centro; a região sólida interna é a bola. No uso escolar, 'volume da esfera' se refere a essa região: 4πr³/3, e a área da superfície é 4πr². Um corte por plano a distância d do centro, com 0≤d≤r, tem raio √(r²−d²), novamente por Pitágoras.

Em sólidos semelhantes, comprimentos variam por k, áreas por k² e volumes por k³. Dobrar o raio de uma esfera multiplica a área por 4 e o volume por 8. Antes de aplicar qualquer fórmula, converta as unidades: 1 m³=1.000.000 cm³ e 1 litro=1000 cm³.

Inscrever um sólido em outro exige contato com sua superfície, não apenas caber dentro dele. Um cubo inscrito numa esfera tem os oito vértices sobre ela: a diagonal espacial é o diâmetro. Se a aresta é a, Pitágoras na face dá a√2 e no espaço dá a√3, então R=a√3/2. Já uma esfera inscrita no cubo toca as seis faces e tem raio a/2. Inverta a linguagem com cuidado: o sólido externo circunscreve o interno.

Uma seção central transforma inscrição em problema plano. Num cilindro circular reto inscrito numa esfera, o retângulo central tem semilados r e h/2: R²=r²+(h/2)². Numa esfera inscrita num cilindro circular reto e tocando as duas bases, r=R e h=2R. Para um cone reto, a seção axial é um triângulo isósceles: o raio ρ da esfera inscrita é o raio do círculo inscrito nesse triângulo, ρ=rh/(r+g), pois área=semiperímetro×ρ, com g²=r²+h².

Prismas classificam-se pelo polígono da base e pela posição das arestas: retos se as arestas laterais são perpendiculares às bases; oblíquos caso contrário. Prisma regular é reto com base regular. A altura é distância perpendicular entre os planos das bases, não necessariamente a aresta. Pirâmides classificam-se pela base; uma pirâmide regular tem base regular e projeção do vértice no centro. Cilindros e cones também podem ser retos ou oblíquos. As fórmulas usuais de área lateral 2πrh e πrg exigem cilindro circular reto e cone circular reto.

Um corte paralelo à base de uma pirâmide ou cone produz uma figura semelhante à base. Se a razão dos comprimentos é k, a das áreas é k² e a dos volumes é k³. Retirar o sólido pequeno do grande dá um tronco. Para altura perpendicular h e áreas das bases B e b, V=h(B+√(Bb)+b)/3. No cone circular, B=πR² e b=πr², então V=πh(R²+Rr+r²)/3. Só use essa expressão para bases paralelas de sólidos semelhantes.

No tronco de cone circular reto, a geratriz g satisfaz g²=h²+(R−r)². Sua área lateral é π(R+r)g; a total soma πR²+πr². No tronco de pirâmide regular, as faces são trapézios: A lateral=(P+p)g/2, em que P e p são perímetros das bases e g é a altura de cada trapézio lateral. Essa apótema lateral é diferente da altura vertical h; encontre-a numa seção perpendicular a uma aresta da base.

Num prisma ou cilindro, um corte paralelo à base mantém a seção e V=Bh. Para corte oblíquo de um prisma reto, a altura sobre a base varia linearmente: num prisma triangular vale B(h1+h2+h3)/3; numa base retangular vale B vezes a média das quatro alturas nos vértices, desde que elas descrevam um mesmo plano e sejam não negativas. Um prisma poligonal pode ser dividido em prismas triangulares. Não aplique média de vértices sem ponderar áreas numa base arbitrária.

Num cilindro circular reto cortado por um plano oblíquo que fica todo acima da base, alturas opostas somam duas vezes a altura no centro; por simetria, V=πr²h_centro. A área da seção oblíqua é πr²/cosθ, com θ o ângulo agudo do plano de corte com a base. A superfície lateral remanescente é 2πrh_centro. Some base, seção e lateral para área total. Essas relações não se transferem sem prova a cilindros oblíquos, cortes curvos ou planos que atravessam a base.

A seção plana de uma esfera de raio R, a uma distância d do centro, tem raio s dado por s²=R²−d². A calota é a parte limitada por esse plano e uma das superfícies curvas; sua altura h vai do plano ao polo. A área curva é 2πRh e o volume do sólido da calota é πh²(3R−h)/3. Para área total, acrescente o disco de área πs², onde s²=2Rh−h². h pode variar de 0 a 2R, e h=R produz hemisfério.

Uma zona esférica é a faixa entre dois planos paralelos; sua área curva é 2πRH, em que H é a distância entre eles. O volume do segmento entre os planos pode ser calculado subtraindo volumes de duas calotas medidas a partir do mesmo polo. Um fuso esférico é uma faixa limitada por dois semicírculos máximos; sua área é a fração θ/360° de 4πR². A cunha é o sólido correspondente: V=(θ/360°)4πR³/3. Não use a fração angular de um fuso para uma calota definida por altura.

Um sólido é convexo se todo segmento ligando dois pontos dele fica inteiramente nele. Uma reentrância pode quebrar essa propriedade. Euler V−E+F=2 vale para poliedros convexos e também para superfícies poliédricas fechadas sem furos, mesmo não convexas. Não se conclui convexidade apenas pelo valor 2. Para superfícies fechadas orientáveis com g alças, V−E+F=2−2g; contar uma face com furo como um polígono simples pode invalidar a contagem.

Os cinco poliedros regulares convexos, sólidos de Platão, têm faces regulares congruentes e a mesma quantidade delas em cada vértice. São tetraedro (V=4,E=6,F=4), cubo (8,12,6), octaedro (6,12,8), dodecaedro (20,30,12) e icosaedro (12,30,20). As faces são triângulos no tetraedro, octaedro e icosaedro, quadrados no cubo e pentágonos no dodecaedro. Se cada face tem p lados, pF=2E porque cada aresta é compartilhada por duas faces; se q arestas chegam a cada vértice, qV=2E. A soma dos ângulos das faces num vértice convexo deve ser menor que 360°, limitando as possibilidades a esses cinco casos.

Num cilindro circular reto, seção transversal perpendicular ao eixo é círculo de raio r. Uma seção longitudinal por plano paralelo ao eixo é retângulo; se contém o eixo, tem lados 2r e h. Fora do eixo, a largura é uma corda, menor que 2r. No cone circular reto, a seção meridiana contém o eixo e é triângulo isósceles de base 2r, altura h e lados g. No tronco de cone reto, é trapézio isósceles de bases 2R e 2r e altura h. Identifique o plano antes de aplicar área: seção plana não é área lateral do sólido.

Imagine girar uma região plana uma volta completa em torno de uma reta do seu plano. Cada ponto percorre uma circunferência, cujo raio é sua distância perpendicular ao eixo. O conjunto preenchido gera um sólido de revolução. Um retângulo girado em torno de um lado gera cilindro; um triângulo retângulo em torno de um cateto gera cone; um semicírculo em torno do diâmetro gera esfera. Girar apenas o contorno pode gerar superfícies: identifique se o enunciado gira uma região ou uma linha.

Exemplo simples: retângulo de lados 2 e 5 cm em torno do lado de 5 cm gera cilindro r=2, h=5, V=20π cm³. Girar em torno do lado de 2 cm muda para r=5, h=2, V=50π cm³. O eixo decide raio e altura; trocar a escolha não preserva o volume.

Exemplo integrado: a região 1≤x≤3, 0≤y≤4 gira em torno do eixo y. Sua seção transversal é uma coroa de raios 1 e 3: o sólido é um cilindro vazado, com V=π(3²−1²)×4=32π. A distância do eixo à borda interna cria a cavidade; usar apenas o raio externo contaria material que não existe. Como pensar: marque eixo, distâncias mínima e máxima e altura; desenhe uma seção perpendicular e decomponha em sólidos conhecidos.

Altura
Distância perpendicular entre base e plano paralelo pelo topo.
Geratriz do cone reto
Comprimento inclinado do vértice à borda da base.
Planificação
Disposição das superfícies no plano, preservando suas áreas.
Cilindro inscrito em esfera, tronco de cone com bases paralelas e calota com altura h e raio R.
Seções que revelam medidas Cilindro inscrito em esfera, tronco de cone com bases paralelas e calota com altura h e raio R.
Relações e variáveis

Fórmulas explicadas

V=Bh/3

Compara uma pirâmide ou cone ao prisma ou cilindro correspondente.

Quando usar: Para pirâmides e cones.

Cuidado: Prismas e cilindros não usam o divisor 3.

B
área da base Unidade: unidade²
h
altura perpendicular Unidade: unidade
Aₜ=πr(r+g)

Soma área da base e área lateral de um cone circular reto.

Quando usar: Cone circular reto, com g²=r²+h².

Cuidado: A geratriz não é a altura vertical.

r
raio
g
geratriz
V=h(B+√(Bb)+b)/3

Volume de tronco por diferença de sólidos semelhantes.

Quando usar: Cortes paralelos de pirâmide ou cone.

Cuidado: Não usar para corte oblíquo arbitrário.

h
altura perpendicular
B, b
áreas das bases
Do enunciado à interpretação

Exemplo resolvido passo a passo

Exemplo resolvido

Área e volume medem coisas diferentes

Enunciado

Um cone reto tem raio 3 cm e altura 4 cm. Calcule geratriz, área total e volume.

Dados
  • r=3 cm
  • h=4 cm
Fórmula
g²=r²+h²; Aₜ=πr(r+g); V=πr²h/3
Substituição
g=5; Aₜ=π×3×8; V=π×9×4/3

Resolução

  1. Pitágoras fornece g=5 cm.
  2. Some base e lateral para 24π cm².
  3. Use altura vertical no volume, obtendo 12π cm³.

Resultado: g=5 cm; Aₜ=24π cm²; V=12π cm³.

Interpretação: Não há motivo para a área e o volume terem o mesmo valor ou unidade.

Pratique · Tente antes de abrir a solução

Exercícios com solução

Tente resolver sem consultar a resposta; uma estimativa inicial ajuda a perceber sinal, unidade e ordem de grandeza.

Exercício 1

Uma caixa retangular mede 2 cm por 3 cm por 6 cm. Ache diagonal, área total e volume.

Ver solução passo a passo

Solução passo a passo

  1. d=√(4+9+36)=7 cm.
  2. A=2(6+12+18)=72 cm².
  3. V=2×3×6=36 cm³.

Resposta: 7 cm; 72 cm²; 36 cm³.

Exercício 2

Uma pirâmide tem base quadrada de lado 6 m e altura 5 m. Qual o volume?

Ver solução passo a passo

Solução passo a passo

  1. V=36×5/3=60.
  2. O prisma correspondente teria 180 m³.

Resposta: 60 m³.

Exercício 3 · Exercício independente

Uma pirâmide regular tem base quadrada de lado 6 cm e altura 4 cm. Conte vértices, arestas e faces; calcule área total e volume.

Ver solução passo a passo

Solução passo a passo

  1. São 5 vértices, 8 arestas e 5 faces: 5−8+5=2, coerente com Euler.
  2. Apótema lateral √(4²+3²)=5 cm. Quatro faces de área 6×5/2 somam 60 cm².
  3. Base 36 cm²: área total 96 cm². Volume 36×4/3=48 cm³. Use altura vertical para volume, inclinada para área lateral.

Resposta: 5 vértices, 8 arestas, 5 faces; área 96 cm²; volume 48 cm³.

Para conferir seu raciocínio: Trocar a altura 4 pelo apótema 5 no volume muda o sólido considerado.

Exercício 4 · Aplicação integrada

Um cilindro reto e um cone reto têm raio 3 cm e altura 4 cm. Determine área total e volume de cada um, incluindo as bases.

Ver solução passo a passo

Solução passo a passo

  1. Cilindro: lateral 2π×3×4=24π; bases 18π; total 42π cm². Volume 9π×4=36π cm³.
  2. Cone: geratriz √(9+16)=5; lateral 15π e base 9π: total 24π cm². Volume 9π×4/3=12π cm³.
  3. O cone ocupa um terço do volume do cilindro de mesma base e altura; a razão entre áreas totais não precisa ser 1/3.

Resposta: Cilindro: 42π cm² e 36π cm³. Cone: 24π cm² e 12π cm³.

Para conferir seu raciocínio: A área lateral mede somente a superfície curva; área total inclui as bases pedidas.

Exercício 5 · Exercício independente

Uma esfera de raio 5 cm é cortada por plano a 3 cm do centro. Determine raio da seção, área da superfície esférica e volume da bola.

Ver solução passo a passo

Solução passo a passo

  1. Raio da seção: √(25−9)=4 cm. A seção é um círculo, diferente da superfície inteira.
  2. Área esférica 4π×25=100π cm². Volume 4π×125/3=500π/3 cm³.
  3. O raio da seção é menor que 5, como deve ser para corte fora do centro.

Resposta: 4 cm; 100π cm²; 500π/3 cm³.

Para conferir seu raciocínio: π×4² é a área do corte, não a área de toda a superfície esférica.

Exercício 6 · Exercício guiado

Um cilindro circular reto de raio 3 cm e altura 8 cm está inscrito numa esfera. Determine o raio da esfera. Depois encontre os raios das esferas inscrita e circunscrita a um cubo de aresta 4 cm.

Ver solução passo a passo

Solução passo a passo

  1. Na seção do cilindro, R²=3²+4²=25, logo R=5 cm.
  2. No cubo, a esfera interna tem raio a/2=2 cm.
  3. A externa tem diâmetro 4√3, logo raio 2√3 cm.

Resposta: 5 cm; no cubo, 2 cm e 2√3 cm.

Exercício 7 · Prática independente

Um cone circular reto tem raio 3 cm e altura 4 cm. Qual o raio da esfera inscrita, tangente à base e à superfície lateral?

Ver solução passo a passo

Solução passo a passo

  1. A geratriz é √(9+16)=5 cm.
  2. O triângulo axial tem base 6, altura 4, área 12 e semiperímetro 8.
  3. O raio é área/semiperímetro=12/8=1,5 cm.

Resposta: 1,5 cm.

Exercício 8 · Aplicação em nível de prova

Um tronco de cone reto tem R=5, r=2 e h=4 cm. Calcule geratriz, volume e área total. Compare com um tronco de pirâmide quadrada regular de lados 10 e 4 e altura 4 cm.

Ver solução passo a passo

Solução passo a passo

  1. Cone: g=5, V=4π(25+10+4)/3=52π cm³; lateral=35π e bases=29π: total 64π cm².
  2. Pirâmide: bases 100 e 16, √(100×16)=40, V=4(100+40+16)/3=208 cm³.
  3. A apótema lateral é 5; perímetros 40 e 16: lateral=140, total=140+100+16=256 cm².

Resposta: Cone: g=5 cm, V=52π cm³, A=64π cm²; pirâmide: V=208 cm³, A=256 cm².

Exercício 9 · Prática independente

Um prisma reto tem base retangular 4×3 cm e corte plano com alturas 2 cm numa borda de comprimento 3 e 6 cm na oposta. Calcule volume e área total. Um cilindro reto de raio 3 tem alturas extremas 2 e 6 cm: qual o volume?

Ver solução passo a passo

Solução passo a passo

  1. Prisma: altura média 4, volume 12×4=48 cm³.
  2. Duas faces trapezoidais somam 2×4×(2+6)/2=32; as outras faces somam 3×2+3×6=24.
  3. Base 12; topo 3√(4²+4²)=12√2: área total 68+12√2 cm².
  4. Cilindro: altura central 4, volume=π×9×4=36π cm³.

Resposta: Prisma: 48 cm³ e 68+12√2 cm²; cilindro: 36π cm³.

Exercício 10 · Prática independente

Numa esfera de raio 5 cm, uma calota tem altura 2 cm. Determine o raio da seção, a área curva, a área total e o volume. Qual é a área curva de uma zona de altura 3 cm na mesma esfera?

Ver solução passo a passo

Solução passo a passo

  1. Raio da seção=√(25−9)=4 cm.
  2. Área curva=2π×5×2=20π; somando o disco de 16π, área total=36π cm².
  3. V=π×4×(15−2)/3=52π/3 cm³.
  4. Zona: 2π×5×3=30π cm².

Resposta: Seção: 4 cm; áreas: 20π e 36π cm²; V=52π/3 cm³; zona: 30π cm².

Exercício 11 · Aplicação em nível de prova

Uma esfera de raio 3 cm é dividida por semiplanos com ângulo de 60°. Calcule área do fuso e volume da cunha. Compare com uma calota de altura 1 cm da mesma esfera.

Ver solução passo a passo

Solução passo a passo

  1. 60° é 1/6 da volta: fuso=(1/6)4π×9=6π cm²; cunha=(1/6)4π×27/3=6π cm³.
  2. Calota: área curva=2π×3×1=6π cm², volume=π(9−1)/3=8π/3 cm³.
  3. Áreas curvas iguais não obrigam volumes iguais.

Resposta: Fuso 6π cm²; cunha 6π cm³; calota 6π cm² e 8π/3 cm³.

Exercício 12 · Prática independente

Um poliedro regular convexo tem 20 faces triangulares e cinco arestas por vértice. Determine E e V e identifique o sólido. Euler igual a 2 prova que qualquer poliedro é convexo?

Ver solução passo a passo

Solução passo a passo

  1. 3×20=2E, logo E=30.
  2. 5V=2×30, então V=12; 12−30+20=2. É o icosaedro.
  3. Não: também existem poliedros não convexos sem furos com característica 2.

Resposta: 30 arestas; 12 vértices; icosaedro; Euler não prova convexidade.

Exercício 13 · Aplicação em nível de prova

Um cilindro reto e um cone reto têm raio 3 cm e altura 8 cm. Determine as áreas da seção axial de cada um e da seção transversal do cilindro. Um tronco reto de cone tem raios 5 e 2 cm e altura 4 cm: qual a área meridiana?

Ver solução passo a passo

Solução passo a passo

  1. Cilindro axial: 6×8=48 cm²; cone axial: 6×8/2=24 cm².
  2. Seção transversal do cilindro: 9π cm².
  3. Tronco meridiano: (10+4)×4/2=28 cm². Não usar essas áreas como superfícies laterais.

Resposta: 48 cm²; 24 cm²; 9π cm²; 28 cm².

Exercício 14 · Prática guiada

Um triângulo retângulo de catetos 3 e 4 cm gira em torno do cateto de 4 cm. Determine raio, altura, geratriz e volume do cone.

Ver solução passo a passo

Solução passo a passo

  1. r=3, h=4, geratriz √(9+16)=5.
  2. V=π×9×4/3=12π.
  3. O fator 1/3 distingue o cone do cilindro de mesma base e altura.

Resposta: r=3 cm; h=4 cm; g=5 cm; V=12π cm³.

Exercício 15 · Prática de nível de prova

A região 2≤x≤5 e 0≤y≤6 gira uma volta em torno do eixo y. Calcule o volume e a área total, incluindo as bases e a parede interna.

Ver solução passo a passo

Solução passo a passo

  1. Volume: π(25−4)×6=126π.
  2. Laterais: 2π×5×6+2π×2×6=84π.
  3. Bases: 2π(25−4)=42π; área total=126π. Volume e área têm unidades diferentes.

Resposta: V=126π unidades cúbicas; área total=126π unidades quadradas.

Resumo da aula

Você aprendeu

  • Planificações ajudam a somar superfícies.
  • Volume depende da altura perpendicular.
  • Semelhança eleva a escala ao quadrado nas áreas e ao cubo nos volumes.
Revisão editorial

Fontes e atualização

Conteúdo revisado em 16/10/2026.